A Categoria Conceitual de Usuário: Suas Estruturas e Repercussões nas Relações Intersubjetivas e na Construção do Espaço Político Comum

Trata-se de investigar a categoria de usuário compreendendo-a como um produto histórico inscrito na lógica cultural do capitalismo tardio e amplificada pelos dispositivos tecnológicos interativos. Essa categoria, mediada pela comunicação pós-massiva, é capaz de construir subjetividades ou formas de se representar o mundo e a si mesmo, por meio de narrativas compartilhadas. Os dispositivos tecnológicos interativos ao mesmo tempo que promovem a consciência de uma liberdade fundamental, procuram induzir comportamentos ou projetar scripts para serem representados num sistema de espetáculo e produção emocional. À guisa de conclusão, pretende-se inscrever a categoria de usuário no contexto da cultura pós-moderna, problematizando a produção do comum, as perspectivas políticas e de construção da cidadania em relação às produções das narrativas subjetivas.

BRAGA, E. C. A Categoria Conceitual de Usuário: Suas Estruturas e Repercussões nas Relações Intersubjetivas e na Construção do Espaço Político Comum. In: II CONGRESSO INTERNACIONAL EM COMUNICAÇÃO E CONSUMO, 2., 2012, São Paulo. Anais… São Paulo: PPGCOM ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing – São Paulo – 15 e 16 outubro de 2012.
Baixar arquivo pdf

modelo mental

Ser ou Não-Ser: A Simulação e as Vicissitudes da Imagem Digital

A experiência digital, essencialmente discreta, geralmente é contraposta à experiência contínua da realidade. A imagem e os elementos digitais tornam-se então simulação. Para alguns teóricos, a simulação possui aspectos positivos, principalmente na educação. Para outros, ela torna-se simulacro, ou seja, pretensas cópias que não guardam nenhuma relação com um original. Epistemologicamente, trata-se de ilusão. A simulação engendra um mundo de ilusões habitado por simulacros cuja função é a de enganar. Gilles Deleuze aponta para um outra forma de pensar, na qual o simulacro é comparado ao devir e à diferença. A experiência digital favoreceria então uma relação estética com o singular, com a diferença, abrindo para as possibilidades de habitar o mundo com formas de vida diferentes.

“A Era Digital e seus Desdobramentos Estéticos”. Revista Digital RUA – Revista Universitária do Audiovisual. São Carlos: Universidade Federal de São Carlos.

Site da Revista Rua – Revista Universitária de Audiovisual – UFSCAR

Download o pdf