A Categoria Conceitual de Usuário: Suas Estruturas e Repercussões nas Relações Intersubjetivas e na Construção do Espaço Político Comum

Trata-se de investigar a categoria de usuário compreendendo-a como um produto histórico inscrito na lógica cultural do capitalismo tardio e amplificada pelos dispositivos tecnológicos interativos. Essa categoria, mediada pela comunicação pós-massiva, é capaz de construir subjetividades ou formas de se representar o mundo e a si mesmo, por meio de narrativas compartilhadas. Os dispositivos tecnológicos interativos ao mesmo tempo que promovem a consciência de uma liberdade fundamental, procuram induzir comportamentos ou projetar scripts para serem representados num sistema de espetáculo e produção emocional. À guisa de conclusão, pretende-se inscrever a categoria de usuário no contexto da cultura pós-moderna, problematizando a produção do comum, as perspectivas políticas e de construção da cidadania em relação às produções das narrativas subjetivas.

BRAGA, E. C. A Categoria Conceitual de Usuário: Suas Estruturas e Repercussões nas Relações Intersubjetivas e na Construção do Espaço Político Comum. In: II CONGRESSO INTERNACIONAL EM COMUNICAÇÃO E CONSUMO, 2., 2012, São Paulo. Anais… São Paulo: PPGCOM ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing – São Paulo – 15 e 16 outubro de 2012.
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modelo mental

Questões de ética: relações entre o design e a ecologia profunda

Contemporaneamente, podemos detectar uma postura crítica no design ecológico, enfatizando-o em sua dimensão discursiva e perceptiva como proposta de relação com o mundo. Este novo design critica as velhas e propõe novas formas de habitar o mundo, nas quais a tradicional questão epistemológica sujeito e objeto é reconfigurada. Aproximam-se então design e questões filosóficas desenvolvidas pela Ecologia Profunda (Deep Ecology) de matriz heideggeriana, tais como a questão do Ser em sua relação com a técnica e os modos de habitar o mundo. Trata-se então de investigar essa aproximação, relacionando design e contextos políticos mais amplos.

Texto publicado na Revista Estudos em Design, Volume 18.2 (PUC-RJ)

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