Epistemologia e Política no Pensamento de Jean-Jacques Rousseau

Dissertação de Mestrado: “Epistemologia e Política no Pensamento de Jean-Jacques Rousseau”, FFLCH-USP, 2000.

Torno publica aqui minha dissertação de mestrado apresentada na FFLCH – USP, Departamento de Filosofia, em 2000. Embora apresente algumas imaturidades filosóficos e uma escrita, por vezes, um tanto dura, sem fluência, considero que esse trabalho possui alguns interessantes insights acerca do pensamento de Rousseau. Procurei demonstrar um duplo movimento no pensamento político de Rousseau. (1) De um lado um desenvolvimento da tradição contratualista na qual se pensa as condições de um contrato justo como momento inaugural e estrutural para a construção de uma sociedade justa. No caso de Rousseau, o modelo conceitual e formal do contrato, seu eidos, ganha clareza e distinção pelo uso da forma matemática do cálculo infinitesimal de Leibniz (“os entre a mais e entre a menos que se autodestroem”). (2) De outro lado a crítica desse modelo contratualista, considerando a necessidade de tomar os sujeitos do pacto contratual como seres encarnados (emboidement) numa dimensão histórica e cultural. É preciso então levar esses sujeitos a serem guiados por uma “vontade geral” dentro da dimensão histórica e cultural que vivem. Para tanto, as estratégias são múltiplas, ressaltando aspectos pedagógicos, psicológicos e éticos numa atuação contextual de democracia direta, ou a criação de substanciais aparatos, quando essa democracia direta não for possível. Vejo portanto na totalidade da obra de Rousseau o debate contemporâneo entre contratualistas (John Rawls) e os “comunitaristas”. Ambas posições estão presentes em Rousseau, no duplo movimento que procurei explorar.
Continuo hoje e eternamente expressando minha dívida de gratidão para com minha orientadora, Dr. Maria das Graças de Souza , pela paciência com minhas limitações e inconstâncias e seu amor (essa é a palavra) pela atividade docente. Também expresso minha gratidão pela grande amiga Eunice Ostrensky que me ajudou muito no desenvolvimento da escritura e sempre foi para mim uma referência do que é uma boa forma textual. Agradeço também à CAPES pelo auxílio, mediante a concessão de bolsa durante o período de setembro de 1995 até março de 1998.

Resumo

Trata-se de investigar as relações entre a teoria do conhecimento e a política no pensamento de Jean-Jacques Rousseau. Para tanto, foram analisadas as diferenças conceituais entre a teoria do conhecimento rousseauísta e o “materialismo”, bem como suas implicações no campo moral. A principal objeção de Rousseau ao que chama de “materialismo” é a ausência, nessa teoria, de qualquer faculdade inata e espontânea. Ao contrário, Rousseau insiste em estabelecer a atividade espontânea de nossos julgamentos. Isso conduz diretamente ao voluntarismo professado por Rousseau, cujas inevitáveis conseqü.ncias no estabelecimento do contrato e da vontade geral cabe também examinar. A presença da liberdade nas atividades humanas poderia pôr em risco o perfeito equilíbrio das forças na República. É necessário criar, pois, mecanismos que inspirem, no indivíduo, o sentimento de identificação com o corpo social. É necessário, em suma, formar o cidadão.

Texto Integral:

Epistemologia e Política no Pensamento de Jean-Jacques Rousseau

Citação: Diversitas: núcleo de estudos das diversidades, intolerâncias e conflitos (Resumo)

Author and Citation Information: BRAGA, Eduardo Cardoso. Epistemologia e política no pensamento de Jean-Jacques Rousseau. São Paulo, FFLCH-USP, 2000. Dissertação (Mestrado em Filosofia). Maria das Graças de Souza (Orient.).

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